Pandemia prejudica mais as mulheres, obrigadas a trabalhar e cuidar das crianças sem ajuda

Pandemia prejudica mais as mulheres, obrigadas a trabalhar e cuidar das crianças sem ajuda

Tem gente que não gosta da palavra feminismo, mesmo não sabendo o que é. Digo apenas o seguinte: se não fossem as feministas de todos os tempos, mulher não votava, não recebia herança dos pais (que ficava para os irmãos homens), não trabalhava fora sem a permissão do marido. Se não fossem as lutas feministas, meninas não iriam à escola – tiveram esse direito apenas em 1827 – e sequer teriam um cartão de crédito. Você sabia que só em 1974 as mulheres puderam ter seus cartões sem que um homem precisasse assinar? E só na constituição de 1988, as mulheres brasileiras foram incluídas legalmente como cidadãs, com os mesmos direitos e deveres dos homens.

Enfim, foram muitas as lutas das feministas pela emancipação, valorização e igualdade das mulheres. E, de repente, elas têm que dar um passo atrás. A pandemia do coronavírus alterou a economia no mundo todo, mas está impactando negativamente e principalmente a carreira das mães, que não têm neste momento o suporte necessário para trabalhar e ao mesmo tempo cuidar das crianças. Com as escolas fechadas, sem profissionais para ajudar e não podendo contar com o auxílio de suas mães que são grupo de risco, sobra para elas todo o trabalho com as crianças.

Resultado: elas estão sendo despedidas, forçadas a diminuir horas de trabalho e com isso sua renda, além de serem cobradas por seus empregadores ao dedicarem mais tempo ao cuidado com as crianças. É bom lembrar que metade das famílias brasileiras são hoje chefiadas por mulheres. Este contexto só acentua o desequilíbrio de gênero, que a pandemia da Covid-19 está agravando. É, ser mulher não é fácil não. Mas elas vão sempre continuar lutando.

 

 

Bianca Alves

Criadora e editora do projeto AQUI PL, é formada em Comunicação Social pela UFMG e trabalhou em publicações como os jornais O Tempo, Pampulha, O Globo; revistas Isto é, Fato Relevante, Sebrae, Mercado Comum e site Os Novos Inconfidentes

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