Lugar de mulher é….voando . A nova pilota da Azul, Gabriella Costa

Lugar de mulher é….voando

A nova pilota da Azul, Gabriella Costa

Aos 29 anos, a moradora de Pedro Leopoldo Gabriella Simões Costa vive um dos momentos mais importantes de sua trajetória profissional. Selecionada pela Azul Linhas Aéreas, ela está em treinamento para pilotar um Airbus A320, com base contratual no Aeroporto Internacional de Confins – o mesmo lugar onde, ainda criança, nasceu sua paixão pela aviação.

O primeiro contato com os aviões aconteceu por causa de uma tia, que morava no interior e tinha o sonho de ver uma aeronave de perto. O pai de Gabriella, o ex-controlador da Prefeitura Nixon Richard, levou a família ao aeroporto. Na época, o terraço para observar os aviões era maior e mais aberto. “Eu adorava brincar naquele lugar, ficar correndo de um lado para o outro”, lembra a pilota.

A paixão também estava presente no cotidiano. “Eu via aviões passando sobre minha casa o dia inteiro, não tinha como fugir”, brinca, referindo-se a morar em Pedro Leopoldo, cidade vizinha a Confins. Inicialmente, Gabriella pensava em ser comissária de bordo, mas, aos 15 anos, descobriu que queria mesmo era estar na cabine e pilotar.

Em 2015, iniciou a graduação em Ciências Aeronáuticas na FUMEC e, em 2018, começou a tirar suas licenças. Formou-se em fevereiro de 2020 e, no mês seguinte, tornou-se piloto comercial pelo Aeroclube de Pará de Minas. Foi quando a pandemia interrompeu os planos de entrada no mercado.

Durante dois anos, trabalhou como babá para custear cursos e treinamentos. Em 2022, conseguiu seu primeiro emprego na aviação, como coordenadora de voos na Alexa Aviation. No fim de 2024, passou também a pilotar um Cessna Grand Caravan na aviação executiva.

A aprovação na Azul chegou em junho de 2026. “É muito especial olhar para trás e perceber que aquele sonho que começou ainda na infância está, aos poucos, se tornando realidade”.

Agora, os planos são ainda maiores: voar internacionalmente, com destinos como Estados Unidos, Portugal e Espanha. Sobre conciliar a profissão e a família, ela acredita que será desafiador, mas não um conflito. O noivo também é piloto e os dois pretendem ter filhos no futuro. Para isso, sabem que precisarão contar com uma boa rede de apoio – o que a família garante que não vai faltar.

Para as meninas que sonham em seguir a aviação, nossa conterrânea aconselha acreditar e persistir. “Mesmo quando o caminho parece difícil ou demora mais do que imaginamos, não devemos desistir dos nossos sonhos”, afirma Gabriella.

Mais Notícias