A Casa Verde, pizzaria que abriu as portas na rua Nossa Senhoras das Graças em outubro de 1989, é Pedro Leopoldo em uma de suas melhores versões: a da democracia de rua, que se estabelecia nas festas do poste, nas exposições agropecuárias e nas bicicletas circulando pela rua principal. E também na tradicional pizzaria de Marco Antonio Carvalho, o Sô Miagi, que, nos últimos 35 anos, juntou na madrugada tanto o peão que saía da fábrica quanto o filho do magnata que voltava da balada.
Já vão longe os shows de Gleison Túlio, Rubinho Santos, Carlos Magno, que enchiam o bar no final do século XX, mas o rock clássico continua na TV do bar. Há 22 anos, a Casa Verde se transferiu para o Jardim Soli, na subida do São Geraldo, onde fica aberta durante toda a noite para quem quer saborear uma cerveja gelada com massas diversas e ouvir as famosas coletâneas de roqueiros falecidos: os shows “ao morto”, que não têm nenhuma apresentação de Elvis Presley, “porque Elvis não morreu”.
